GREVE GERAL ARRANCA EM FORÇA NAS AUTARQUIAS
Esta grande jornada nacional de luta, convocada pela CGTP-IN para esta quarta-feira, regista, ao início desta noite, uma forte adesão na Administração Local, particularmente nos sectores da recolha e higiene urbana, esperando o STAL uma elevada adesão na generalidade das autarquias e empresas municipais ao longo de todo dia.
Nos primeiros serviços de recolha nocturna e higiene urbana a entrar em funcionamento, registou-se uma adesão de 100% nos municípios de Almada, Amadora, Aveiro, Coimbra, Évora, Loures, Moita, Palmela, Seixal e Setúbal. Já nos concelhos de Alcochete, Funchal, Guimarães, Lisboa, Porto e Vila Franca de Xira a adesão à Greve Geral foi igualmente muito significativa (entre os 65% e os 85%), tendo os serviços sido fortemente afectados. Adesão total registou-se também nos transportes colectivos da Câmara Municipal de Bragança.
O STAL condena a atitude da autarquia de Sintra que, numa vã tentativa de limitar o exercício do direito à greve, convocou a GNR para o piquete nos SMAS. Mas os trabalhadores não se deixam intimidar, conscientes do direito fundamental que lhes assiste há 50 anos, com a aprovação da Constituição.
Os dados conhecidos até agora na Administração Local e empresas concessionárias reflectem o profundo descontentamento dos trabalhadores destes sectores por verem, ano após ano, as suas condições de vida e de trabalho agravadas pelos sucessivos governos do PSD-CDS e PS, cujas políticas de direita não dão resposta aos seus problemas concretos.
Como se isso já não bastasse, o actual Governo – com o apoio da IL e CH – ainda quer aumentar a exploração e as desigualdades, avançando com a tentativa de imposição do “pacote laboral”, com a justificação “bacoca” de que a nossa legislação é “rígida”, o mesmo estafado argumento que usaram nas dezenas de vezes que alteraram a lei. Mas, na “rigidez” deles estão os nossos direitos!
Precisamos, antes, de uma legislação laboral que garanta os direitos dos trabalhadores e o desenvolvimento do País. A actual legislação laboral já tem muitas normas desfavoráveis aos trabalhadores, que é preciso revogar, e não introduzir medidas ainda mais desfavoráveis.
O “pacote laboral” já foi repetidamente rejeitado, nos locais de trabalho e nas grandes manifestações de rua, nas mais de 190 mil assinaturas recolhidas no abaixo-assinado, bem como na anterior Greve Geral (11 de Dezembro).
A jornada de luta desta quarta-feira confirma este caminho de luta contra o retrocesso e é mais uma poderosa resposta ao ataque violento que representam as alterações à legislação laboral e a política de direita ao serviço dos grupos económicos e financeiros, que ataca salários, direitos e Serviços Públicos.
Mas, a força dos trabalhadores é decisiva para derrotar este “pacote laboral”!
OS TRABALHADORES NÃO ACEITAM CONTINUAR A EMPOBRECER!
Os trabalhadores da Administração Local e das empresas concessionárias estão cada vez mais pobres e a sofrer com o brutal agravamento do preço dos bens essenciais, enquanto os grandes grupos económicos e o próprio Estado acumulam lucros e impostos obscenos!
Rejeitando continuar a empobrecer, os trabalhadores das autarquias mostram-se unidos e determinados em continuar a lutar por, designadamente:
• Aumento intercalar de todos os salários na Administração Pública;
• Salário mínimo na Adm. Pública 1050 € + Sub. Refeição 12 €;
• Suplemento de Penosidade e Insalubridade abrangente e actualizado, com inclusão do factor Risco;
• Correcção real da TRU/Tabela Salarial;
• Actualização dos suplementos remuneratórios;
• Regulamentação dos suplementos de Disponibilidade e Piquete;
• Revogação do SIADAP;
• Reposição e valorização de todas as carreiras e profissões;
• Identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido;
• Reposição integral do direito à indemnização por acidente de trabalho e/ou doença profissional.
Exigimos um outro rumo para o País, em que os trabalhadores sejam valorizados, que defenda e reforce os Serviços Públicos e as Funções Sociais do Estado, e que garanta uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam, tendo como base os direitos que a Constituição consagra e que têm de ser cumpridos.
Dados de adesão em actualização permanente na página do STAL:
www.stal.pt/dadosgreve