Mesmo perante a destruição das carreiras, o congelamento das progressões, o corte das remunerações, o aumento do horário de trabalho e as sistemáticas alterações no estatuto laboral e no sistema de pensões, os trabalhadores da Administração Pública foram a rede de segurança que evitou que a espiral de desigualdades sociais tomasse proporções ainda mais monstruosas.
Desrespeitados e desconsiderados por sucessivos governos, trabalhando muitas vezes sem condições mínimas, os trabalhadores da Administração Pública não baixaram os braços e vão à luta pela sua dignidade, pela dignidade de todos.
Fruto da luta, a nova correlação de forças na Assembleia da República travou o assalto aos trabalhadores da Administração Pública e iniciou a devolução do saque, de que é exemplo:
- a reposição do horário semanal para as 35 horas (compromisso ainda por cumprir para vários grupos de trabalhadores);
- a redução da sobretaxa de IRS em 2016 e a sua eliminação em 2017;
- a reversão dos cortes nos salários acima dos 1500 euros;
- a restituição dos feriados roubados;.
