Recolha do lixo paralisada ao início da noite

Os dados conhecidos até ao momento na Administração Local revelam uma forte adesão à greve, um sinal claro de que os trabalhadores das autarquias estão de acordo com as razões que levaram à convocação da greve e de que estão disponíveis para continuar a luta pelo aumento geral dos salários, pela recuperação das carreiras e pelos avanços nos seus direitos.

Os primeiros dados apontam para o encerramento dos serviços de recolha noturna de resíduos sólidos nos concelhos de Évora, Loures e Odivelas, Setúbal, Moita, Palmela, Seixal, Almada e Amadora, bem como uma forte adesão, a rondar os 80%, no Funchal.

Estes dados iniciais reflectem o profundo descontentamento dos trabalhadores da Administração Local, por verem mais uma vez a melhoria das suas condições de vida adiada por este Governo.

As medidas anunciadas pelo governo incluídas na proposta de Orçamento de Estado, são claramente insuficientes, mantendo-se ainda sobre os trabalhadores da Administração Pública um conjunto significativo de restrições, prosseguindo este Governo com a obsessão pelo défice e uma notória subserviência aos interesses da banca, deixando os trabalhadores e os serviços públicos em segundo plano, reservando para estes, “uns trocos”.

Os trabalhadores consideram que é inaceitável que o governo insista em arrastar no tempo a resolução dos graves problemas dos trabalhadores da Administração Local e exigem a imediata e plena reposição do seu direito à actualização anual do salário, valorização das profissões e carreiras e a melhoria dos serviços públicos.

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