Frente Comum exige urgência de respostas aos problemas dos trabalhadores da Administração Pública

ACÇÃO DE LUTA MARCA ENTREGA DA PRC2024 AO GOVERNO

No início desta tarde, numa acção de luta que mobilizou centenas de activistas, delegados e dirigentes sindicais, o STAL marcou forte presença na iniciativa de entrega da «Proposta Reivindicativa Comum» (PRC) para 2024 ao Governo, marcada pela concentração junto à Presidência do Conselho de Ministros e pelo desfile que se seguiu até à residência do Primeiro Ministro, onde os sindicatos da Frente Comum reafirmaram as principais exigências dos trabalhadores da Administração Pública, algumas de carácter imediato, como o aumento intercalar das remunerações, no sentido de repor o poder de compra perdido em 2023.

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Já no período da manhã, antecedendo esta acção pública de protesto e de reivindicação, realizou-se a Cimeira da Frente Comum, em que foi discutida a situação actual dos trabalhadores deste sector e o desenvolvimento da luta, assim como foi aprovada a PRC2024, documento em que constam as principais reivindicações e apontam-se soluções para os problemas há muito identificados, agravados pelo actual contexto de agudização dos problemas dos trabalhadores da Administração Pública – com especial ênfase para os da Administração Local e Regional –, sem precedentes nos últimos anos, marcado pelo aumento brutal do custo de vida em todas as áreas, da alimentação à habitação, bem como pela acentuada subida da precariedade laboral.

Das propostas que integram a PRC2024 destaca-se o aumento significativo das remunerações para repor o poder de compra perdido, especialmente, em 2022 e 2023; designadamente o aumento salarial de, pelo menos, 15%, num mínimo de 150€; aumento do salário mínimo na Administração Pública para 920 €, com efeitos a partir de 1 Janeiro, atingindo os 1000 € ainda durante 2024; a correcção real e justa da Tabela Remuneratória Única; a actualização do subsídio de refeição para 10,50 €; a revogação do SIADAP; a valorização das carreiras; e, entre outras, a aplicação do horário semanal de 35 horas para todos os trabalhadores que exerçam funções públicas.

A Frente Comum reitera, ainda, a posição de que há um caminho alternativo, não só possível como necessário, que permite a melhoria dos Serviços Públicos, o reforço das Funções Sociais do Estado e a garantia de melhores condições de vida para os trabalhadores, aposentados e pensionistas.

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